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sexta-feira, 7 de junho de 2013

Os Senhores Mulatos de Esmeraldas

“Os Senhores Mulatos de Esmeraldas”, 1599.
Pintado por Andrés Sánchez Gallque. Está no “Museo de América”, Madrid, Espanha
A participação do negro e do índio na América, negros livres da Província de Esmeralda são retratados por um pintor índio no Equador.
A primeira pintura da América, mostra o momento do acordo firmado entre os Senhores da Província de Esmeralda, os africanos fugidos ou que viajaram misturaram-se com os nativos do continente. Foi formado uma forte reação contra os espanhois.
O africano escravizado sempre se rebelou em busca da liberdade perdida. Esse retrato mostra a situação de uma região ocupada e mantida pela aliança entre africanos e nativos da América.
 
Los_Negros_de_Esmeraldas_-_Andrés_Sánchez_de_Gallque_(siglo_XVI) Marca
“Os Senhores Mulatos de Esmeraldas”, 1599. Museo de América.
Este retrato mostra três homens de Esmeraldas, região ao longo da costa norte do Equador. Os documentos da época indicam que don Francisco de Arobe, o homem no centro, era um mulato , filho de um Africano e um índio. Este retrato comemora sua viagem para a capital regional Quito, onde como governador, ele cimentou o seu acordo para se converter ao cristianismo e aceitar o domínio espanhol.
Os três personagens, geralmente só usava "camisas e cobertores e outros índios" têm coberto para a ocasião "sua negritude com gibão espanhol e capa. enviar como um lembrete para o Rei, vestido como o espanhol", conforme relatado pelo próprio juiz, que também descreve o motivo baseado em "anéis de ouro puro para o pescoço e anéis de nariz, brincos, labrets e anéis em sua barba e nariz de botão ambiente próprio "do mundo indígena. O quadro é completado pela lança de ferro de ponta como uma referência para o mundo Africano.
Encomendado por um funcionário colonial como um presente para o rei de Espanha, a pintura mostra don Francisco e dois homens mais jovens seus filho Pedroe Domingo vestindo estilo indígena ponchos feitos de tecido Europeu e jóias de ouro local. Para completar suas roupas, eles também vestiram de estilo europeu coleiras roupas-pavão do mar, capas e chapéus.  Suas roupas européias referenciam o status elevado e comum a mistura cultural na América espanhola no final do século 16.
O artista, Andrés Sánchez Gallque, era um homem indígena nascido em Quito e treinados para pintar por frades. Ele pertencia à Confraria do Rosário, um dominicano grupo que procurou reunir índios, africanos e espanhóis. Sua obra e carreira sugerir como as interações entre pessoas de ascendência diferente e tradições contribuiu tanto para a cultura visual e viveu experiências da América espanhola.
Fonte Museo de América









terça-feira, 21 de maio de 2013

Audiência Pública Direitos Humanos e Imigrantes

Africanos não conseguem ocupar postos qualificados no Brasil

A visão estereotipada dos países africanos e o preconceito são, segundo ONG, algumas das razões para que as empresas não abram espaço

 

Câmara Muncipal Placa

Audiência realizada em no dia 20 de maio de 2013

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Christophe Simon/AFP

Migrantes africanos: o secretário nacional de Justiça disse que o problema deverá ser enfrentado na mudança da lei que regulamenta os direitos dos estrangeiros

São Paulo – Imigrantes africanos se queixam que, mesmo qualificados, têm dificuldade para conseguir bons empregos no Brasil. “Essa busca por mão de obra qualificada é pensada muitas vezes em relação ao europeu, principalmente ao branco. Não imaginam que o africano tem essa qualificação, que o haitiano tem essa qualificação”, ressalta a diretora do Instituto da Diáspora Africana no Brasil (IDAB), Carmen Victor da Silva. A organização não governamental busca dar apoio a imigrantes que chegam ao país.

A visão estereotipada dos países africanos e o preconceito são, segundo Carmen, algumas das razões para que as empresas não abram espaço em postos qualificados para africanos.

“Eu percebo que existe uma distinção. Quando se fala de imigrantes de outras localidades, latinos ou africanos, se fala sempre como mão de obra braçal, não intelectual”, enfatizou, em entrevista à Agência Brasil, antes de participar de audiência pública na Câmara Municipal de São Paulo.

O secretário nacional de Justiça, Paulo Abrão, admitiu que o problema é presente e deverá ser enfrentado na mudança da lei que regulamenta os direitos dos estrangeiros.

“É preciso reconhecer que o preconceito faz parte das relações humanas e é por isso que todo o debate dessa questão migratória tem que ser calcado no afastamento e enfrentamento da xenofobia”, disse. “Será constituído agora um comitê de especialistas para dar a formatação jurídica de um anteprojeto que poderá ser encaminhado ao Congresso”, acrescentou.

A visão estereotipada dos países africanos e o preconceito são, segundo ONG, algumas das razões para que as empresas não abram espaço

Procedente da Guiné-Bissau, formada em teologia e pedagogia, Madalena Nanque conseguiu emprego apenas em uma loja que vende chinelos. Mas, após problemas com a burocracia para o pedido de residência permanente, perdeu até esse trabalho.

“Quero fazer concurso, não consigo. Quero fazer pós-graduação, minhas amigas já acabaram, eu não consigo, porque não tenho documento”, reclama a africana, de 36 anos.

“Eu acho que deve haver uma base aqui em São Paulo para ajudar gente como eu, que não tem pai para dar nada, que tem que trabalhar”, diz, ao se queixar dos gastos dos deslocamentos a Brasília para resolver a sua situação legal.

Marseu Carvalho

foto hugo ferreira

Marseu Carvalho numa reunião da Mobilização na Câmara Municipal

O estudante angolano Marseu de Carvalho também reclama da falta de atenção do governo aos imigrantes com poucos recursos. “Nós sabemos que não há políticas públicas que recaem sobre os estudantes imigrantes. E se há políticas públicas, elas não chegam à minha camada, daqueles que não têm nenhuma representatividade governamental ao sair de seus países por conta própria”, destacou durante o encontro.

Além da falta de apoio institucional, o estudante universitário Ademar Carvalho diz sofrer com o racismo no Brasil. “O meu governo falava que os brasileiros e portugueses são nossos irmãos porque falam a mesma língua. Hoje, já não penso mais assim”, desabafou o jovem que se diz enganado por uma faculdade do interior paulista. Um representante da instituição, segundo Carvalho, foi a Angola oferecer uma série de vantagens que não se cumpriram na prática. Atualmente, o estudante move uma ação, com a ajuda da Defensoria Pública da União (DPU), contra a faculdade.

A parceria entre o Ministério da Justiça e a defensoria é uma das ações do governo, de acordo com Paulo Abrão, para solucionar os problemas que afligem os imigrantes. “Para que ela [a DPU] passe a atuar na defesa jurídica de todo e qualquer estrangeiro dentro do território nacional”. Abrão acrescentou que também foi firmada uma parceria com a Organização Internacional de Migrações. “A primeira etapa é a realização de diálogos públicos com representações e lideranças dos imigrantes”, destacou.

Daniel Mello, da Agência Brasil

Fonte Agencia Brasil

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Discussão sobre imigração no Brasil

A situação de haitianos nos Estados da Região Norte do Brasil é muito parecida com a dos angolanos no bairro do Brás, em São Paulo, ou com a dos bolivianos, nas oficinas de costura no Bom Retiro no que se refere às condições de pobreza que apresentam, de descaso das autoridades nos esclarecimentos das violências que eles sofrem, das transgressões aos direitos trabalhistas de todos.

Audiência sobre imigração discute mudanças na legislação migratória

08/05/2013

Representantes de entidades apontam para o risco de uma imigração seletiva

Da Redação: Joel Melo Fotos:José Teixeira

CLIQUE AQUI PARA FAZER DOWNLOAD DA FOTO ACIMA

Davi, Ruth Camacho, Cleiton Borges, Adriano Diogo, Nelo Pulcinelli e Maria Cristina Morelli

A situação de haitianos nos Estados da Região Norte do Brasil é muito parecida com a dos angolanos no bairro do Brás, em São Paulo, ou com a dos bolivianos, nas oficinas de costura no Bom Retiro no que se refere às condições de pobreza que apresentam, de descaso das autoridades nos esclarecimentos das violências que eles sofrem, das transgressões aos direitos trabalhistas de todos. Essa é a conclusão a que chegaram os representantes das entidades que se reuniram nesta terça-feira, 7/5, para discutir uma política migratória para o Brasil que acolha melhor a quem chegue, e que amplie os direitos dos que já moram aqui.
Com uma mesa presidida pelo deputado Adriano Diogo (PT) e composta por especialistas no assunto, tomou a palavra, em primeiro lugar, Cleyton Borges, do Centro de Direitos Humanos e Cidadania do Imigrante " CDHIC, que comentou o aumento do número de imigrantes (960 mil em dezembro de 2009 para 1,46 milhão em julho deste ano) e dos diferentes caminhos que os países têm seguido ao tratar da imigração. Cleyton apontou duas diferenças básicas entre a política de imigração brasileira, que aponta o que o imigrante não pode fazer, com a política propositiva argentina, por exemplo, que prefere indicar o que o imigrante pode fazer. Cleyton questionou que modelo queremos, e disse que uma legislação baseada nos direitos humanos deve enfrentar o racismo e a xenofobia: "Se a lei não é clara nesse sentido, abre caminho para a discriminação", disse o especialista que, em seguida, apresentou um vídeo sobre a morte de Zulmira de Sousa, a estudante angolana que foi vítima de xenofobia em São Paulo.


Também frei David Santos, da Educafro, abordou a morte de Zulmira como um símbolo de ódio de setores brasileiros contra imigrantes africanos. E disse que o governo não está se empenhando o suficiente para encontrar o responsável pelo crime, pois, segundo o frei, "prenderam um bode expiatório e o verdadeiro assassino está solto". Frei David Santos apresentou um gráfico sobre o que é considerado genocídio e disse que "a realidade negra brasileira é sem dúvida nenhuma genocídio".

Compuseram a mesa, além dos já citados, Nelo Pulcinelli, do Centro de Apoio ao Migrante (CAMI), Ruth Camacho, do Centro de Pastoral do Migrante e Maria Cristina Morelli, da Caritas também colocaram sua visão sobre o assunto. A audiência serviu como preparatória da conferência nacional sobre o tema.
Entidades que atuam no atendimento e apoio aos imigrantes e nos processos de formulação de políticas públicas orientadas às migrações transnacionais no Brasil recomendam cuidado com alguns aspectos xenofóbicos ao veicular uma notícia. Para contribuir com o trabalho realizado por comunicadores e jornalistas, foi preparado um guia preparado por especialistas sobre o assunto que pode ser acessado no linkwww.guiamigracoesdivcult.com
Fonte: Manifesto pela humanização da cobertura mediática sobre migrações no Brasil

Adriano Diogo preside os trabalhos da comissão que debate mudanças na legislação migratória

Política migratória para o Brasil em debate

Público presente

fonte ALESP

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Catorze de Maio

Uma visão do dia seguinte da Abolição. Quem somos nós? Origem, destino e sonhos. A transição do trabalho escravo para o assalariado. Um questionamento, uma constatação.



O escravo você tem de comprar e manter, o assalariado fornece esse trabalho sem risco algum. O capitalismo é incompatível com a escravidão.
O trabalhador assalariado apresenta maior produtividade que o escravo, e tem renda disponível para o consumo.
adaptado de João Manuel Cardoso de Mello, do livro  O capitalismo tardio.



Barraco, 1906 Anônimo. Glória. Rio de Janeiro na época da Av. Central. São Paulo

“O escravo corresponde a um capital fixo cujo ciclo tem a duração da vida de um indivíduo; assim sendo, (...) forma um adiantamento a longo prazo do sobretrabalho eventual a ser produzido. O assalariado, pelo contrário, fornece este sobretrabalho sem adiantamento ou risco algum. Nestas condições, o capitalismo é incompatível com a escravidão”
João Manuel Cardoso de Mello, O capitalismo tardio.