quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Bala de borracha deixa cego o fotógrafo Sergio Silva

 
O fotógrafo Sérgio Silva foi uma das inúmeras vítimas da violência policial que marcou o dia 13 de junho de 2013 e a história das manifestações sociais no Brasil. Enquanto cobria o ato contra o aumento da passagem de ônibus em São Paulo, ele foi atingido no olho por uma bala de borracha disparada pela Tropa de Choque, e pode perder a visão esquerda. VÍDEO
Em tempo, trago notícias sobre minha visão. Quinta, 25 de julho não foi um dia bom. Finalmente chegou a notícia do corpo médico de que nunca mais vou recuperar a visão do meu olho esquerdo. 
Mas o pior mesmo é olhar para o tempo e ver que os abusos por parte da polícia nas manifestações não tem fim. Desde que eu, vários jornalistas e manifestantes paulistas fomos feridos por balas de borracha e bombas de gás, ficamos sabendo de outros casos no Rio de Janeiro de pessoas que também perderam a visão ou se machucaram gravemente. Definitivamente, isso não pode continuar!
Apesar de ser politicamente engajado, eu nunca fui porta-voz de uma causa, mas as circunstâncias pelas quais passei me colocaram literalmente nesta posição, de uma vez por todas. Agora vou até o fim. E ressalto que é um grande incentivo para mim saber que tenho o apoio de outras 43613 pessoas como você.
Quero compartilhar este vídeo com você, para continuarmos mobilizando o maior número de pessoas conscientes contra o uso de armas não-letais.
Clique para compartilhar o fotógrafo
É importantíssimo também continuarmos divulgando nosso abaixo-assinado. Compartilhe no seu mural nas redes sociais, poste no feed de seus amigos, tuíte os links, peça para todos assinarem, envie para sua lista de emails pessoais e se puder, para a lista de emails do trabalho.
No Rio, a situação é ainda pior, por isso estou em contato com as outras pessoas que também foram atingidas naquele estado, e trabalhando com entidades e coletivos para conseguir abrir diálogos com o poder público visando a melhoria de processos relacionados a segurança da população em manifestações. 
Mais uma vez eu quero dizer muito obrigado. Mais do que somente assinar um abaixo-assinado, o seu apoio e de minha família são fatores que me mantém forte e esperançoso para seguir em frente, colocar a prótese no lugar do olho perdido, e voltar a trabalhar.
Não posso deixar que essa situação seja esquecida.
Sérgio Silva
Fotógrafo Futura Press











UPPs depois de Amarildo e AfroReggae?


Rio de Janeiro – O secretário estadual de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, disse hoje (4) que o desaparecimento do pedreiro Amarildo de Souza, na Favela da Rocinha, e os ataques do tráfico contra duas sedes do grupo AfroReggae, no Complexo do Alemão e na Vila Cruzeiro, não afetam a imagem das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).
Afro Regaee alemão
Beltrame falou à imprensa durante visita à Favela da Mangueirinha, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, que foi ocupada na última sexta-feira (2) pela Polícia Militar (PM) e ganhará uma companhia destacada, com 180 policiais. A Mangueirinha era considerada uma das mais violentas da região, conhecida como "o Complexo do Alemão da Baixada".
“Eu acho que não [afeta a imagem das UPPs]. Na Rocinha, a Divisão de Homicídios (DH) está trabalhando diuturnamente. Tivemos um incidente lá, sério e grave, que vamos apurar. Cinco anos atrás, você não poderia fazer um local de crime dentro da Rocinha ou do Complexo do Alemão. Se a gente quer avançar, não pode esquecer que houve um ganho substancial. [Há] problema, mas a situação nesses lugares é infinitamente melhor do que tínhamos antes. Quantos casos tivemos nesses locais em que as pessoas foram consumidas pelo microondas [fogueira feita com pilha de pneus] e os familiares não podiam nem ir a uma delegacia reclamar o corpo?”, declarou Beltrame.
O secretário comentou a intimação feita pelo delegado Rivaldo Barbosa, titular da DH, ao soldado PM Juliano da Silva Guimarães, que deverá prestar esclarecimentos nesta semana. Ele teria afirmado que um tio, motorista de um caminhão de lixo, foi obrigado por traficantes a retirar um corpo da Rocinha e levar para um depósito no Caju, região portuária.
“Denúncias, notícias e especulações têm que ser carreadas para dentro do inquérito e analisadas. Se esta pessoa disse que fez isso, vamos ver em que situação aconteceu. A polícia vai atrás para confirmar o que está sendo dito, para fazer com que denúncias virem, ou não, uma verdade. Nós temos que ter é cautela. Quando apresentarmos um resultado, tem que ser uma coisa muito bem feita.”
Beltrame falou também sobre a iniciativa do comandante da PM, coronel Erir Ribeiro, de anistiar punições de ações administrativas de 450 policiais, que assim poderiam limpar suas fichas e estarem aptos a promoções e à volta ao trabalho de rua.

“Da maneira como foi colocado e comunicado, eu não gostei. A Polícia Militar sabe o que significa delito administrativo de menor potencial, mas a sociedade não sabe. E precisamos esclarecer isto para dizer à sociedade o que significa e quais as consequências. Eu aguardo da PM explicações para que tenhamos isso muito claro e transparente.” Sobre o decreto, Beltrame respondeu: “Eu acredito que sim , [o decreto pode ser revogado. Nós precisamos analisar essas medidas para, criteriosamente, tomar uma medida”.
O pedreiro Amarildo desapareceu em 14 de julho, depois de ser levado por soldados da PM à sede da UPP da Rocinha para esclarecimentos. O comandante da unidade, major Edson dos Santos, alegou que ele foi ouvido e liberado em seguida, mas Amarildo continua sumido, o que provocou uma série de protestos tanto da comunidade quanto durante manifestações de rua, no Rio e até em São Paulo, com a frase "Cadê Amarildo?" estampada em faixas e cartazes, além de amplamente divulgada nas redes sociais.
O grupo AfroReggae teve sua sede no Complexo do Alemão incendiada no dia 16 de julho e um suspeito que chegou a ser preso acabou morrendo, vítima das queimaduras provocadas pelas chamas. Outra sede, localizada na Vila Cruzeiro, vizinha ao Complexo do Alemão e também ocupada pela polícia, foi alvejada por tiros, no último dia 1º. O AfroReggae desenvolve um trabalho social nas comunidades que poderia estar desagradando setores ligados ao tráfico de drogas.
Edição: José Romildo
Fontes EBC

Imagens Internet








quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Corpo de Amarildo não foi encontrado

Polícia faz buscas na Rocinha por corpo de Amarildo

Amarildo Rocinha

Rio de Janeiro – A Divisão de Homicídios (DH) da Polícia Civil destacou hoje (7) cerca de 50 agentes para as buscas pelo corpo do auxiliar de pedreiro Amarildo de Souza, desaparecido desde 14 de julho. Segundo o delegado Rivaldo Barbosa, responsável pelo caso, a polícia foi informada de que um corpo tinha sido encontrado na comunidade e os agentes foram até lá. Eles tiveram a ajuda de bombeiros, com cães farejadores. O corpo não foi encontrado, e as buscas prosseguem.

Em protesto, moradores da Rocinha e parentes do pedreiro Amarildo de Souza cobram informações sobre o desaparecimento do pedreiro que, após ser levado por policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) para averiguação, não voltou para casa

Em protesto, moradores da Rocinha e parentes do pedreiro Amarildo de Souza cobram informações sobre o desaparecimento do pedreiro que, após ser levado por policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) para averiguação, não voltou para casa (Fernando Frazão/ABr)

"O local vasculhado, conhecido como Dioneia, é uma área extensa de mata, que fica distante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Nós ainda estamos trabalhando com duas hipóteses: se o crime foi praticado por policiais militares ou traficantes", disse Barbosa.

Ontem (6), com base em depoimentos que havia colhido, a polícia fez investigações na Rocinha, com o objetivo de refazer os últimos passos de Amarildo. Hoje serão ouvidas mais quatro pessoas, entre elas policiais militares, que poderão ajudar a localizar o pedreiro.

O delegado também não descartou fazer uma reconstituição do caso. Na segunda-feira (5), ele ouviu 14 policiais militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha. Abordado por policiais na comunidade, Amarildo foi levado para a base da UPP e não foi mais visto.

Na manhã de sábado (3), agentes e o delegado da Divisão de Homicídios ouviram depoimentos e fizeram uma perícia na sede da UPP na comunidade. Peritos usaram luminol, sustância química que permite encontrar vestígios de sangue, mesmo que o local tenha sido limpo. O resultado do exame ainda não foi divulgado.

Os investigadores querem descobrir por que os aparelhos de GPS dos carros da UPP e duas câmeras de segurança da comunidade não estavam funcionando no dia do desaparecimento de Amarildo. Os policiais tentam encontrar imagens gravadas por câmeras de prédios e de pontos comerciais de São Conrado, na zona sul, que possam ajudar a esclarecer o caso.

Edição: Nádia Franco

Fonte EBC

Movimentos populares africanos

 

Movimentos populares

As lutas pela independência, golpes de estado e guerras civis

Prédio do governo egípcio queimado durante a "Primavera Árabe"Prédio do governo egípcio queimado durante a "Primavera Árabe"Em 2012, os países do norte da África passaram por uma série de transformações. ONova África dessa semana mostra as mudanças que alteraram o poder político e a percepção que os países ricos tinham dessa região. O programa vai à Tunísia e ao Egitopara entender como e porque esses dois países passaram por revoluções que derrubaram governos que se mantinham há décadas no poder.

Mesmo sem o patrocínio de partidos políticos ou organizações sociais, protestos surgiram nas ruas e praças públicas dos dois países. Com a ajuda apenas da internet e das redes sociais, jovens pediram a queda de regimes que não perceberam como a insatisfação popular crescia com rapidez.

A repórter Aline Maccari encontrou, na Tunísia, a família de Mohamed Bouazizi, o jovemtunisiano que se imolou em praça pública em protesto ao governo e se transformou num símbolo e num mártir do que depois se convencionou chamar “Primavera Árabe”. ONova África traz ao público brasileiro depoimentos de brasileiros como a artista plásticaAline Ducrow, que vive em Tunis e acompanhou toda a revolução.

No Egito, vamos conversar com políticos e com ativistas que participaram diretamente das manifestações na Praça Tahrir. O Nova África entrevista Ahmed Maher, um jovem engenheiro que, desde 2008, combatia o regime de Hosni Mubarak.

As idas e vindas de uma revolução que começou na internet e que até hoje não terminou são o tema do Nova África dessa semana que também descobriu no Brasil um professor que fugiu do Egito para se transformar numa das maiores autoridades científicas do país na área agrícola.

 

Em 2012, os países do norte da África passaram por uma série de transformações. O Nova África dessa semana mostra as mudanças que alteraram o poder político e a percepção que os países ricos tinham dessa região. O programa vai à Tunísia e ao Egito para entender como e porque esses dois países passaram por revoluções que derrubaram governos que se mantinham há décadas no poder.
Mesmo sem o patrocínio de partidos políticos ou organizações sociais, protestos surgiram nas ruas e praças públicas dos dois países. Com a ajuda apenas da internet e das redes sociais, jovens pediram a queda de regimes que não perceberam como a insatisfação popular crescia com rapidez.

Fonte Nova África

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Afreaka no metrô

O AFREAKA é um site que mostra um lado da África que foge dos estereótipos, explorando o jornalismo e o design, o projeto busca cobrir as expressões coletivas e individuais das culturas locais, mostrando uma África ativa e inovadora.

Exposição Afreaka no metrô de São Paulo

Através de financiamento coletivo, eles conseguiram realizar a primeira parte do projeto que resultou em mais de 90 reportagens, fotografias, ilustrações e entre outras coisas, uma exposição no metrô de São Paulo. A abertura oficial da exposição aconteceu ontem, dia 5 de agosto, mas dura durante todo o mês nas estações Paraíso, Corinthians-Itaquera e Artur Alvim. Para quem quiser visitar, a exposição é gratuita, tirando o preço da passagem.

Exposição-Afreaka-no-Projeto-Encontros---Ilustração

Para dar continuidade na iniciativa, o AFREAKA 2 já está pronto e pretende seguir pela Etiópia, Angola e pelo oeste africano. Serão mais seis meses de apuração para trazer ainda mais reportagens, além de uma seção de pequenas notas e artigos, dicas de artistas e eventos ligados ao tema e uma página colaborativa onde quem quiser mandar artigos sobre cultura africana, vai poder participar. Para colocar em prática a fase dois do projeto eles buscam colaboradores através do Catarse.

http://catarse.me/pt/afreaka2

Exposição-Afreaka-no-Projeto-Encontros---Cultura-Himba-na-Namíbia

Exposição-Afreaka-no-Projeto-Encontros---Dança-Marrabenta-em-Moçambique

Exposição-Afreaka-no-Projeto-Encontros---Deserto-Namib-Naukluft

Exposição-Afreaka-no-Projeto-Encontros---Grafite-em-Nairóbi

Exposição-Afreaka-no-Projeto-Encontros---Ilha-de-Moçambique

Exposição-Afreaka-no-Projeto-Encontros---Passeio-de-Mokoro-em-Botsuana

Exposição-Afreaka-no-Projeto-Encontros---Pintura-Indígena-Contemporânea

por Marina Milhomem

Turismo na África

Turismo na África mistura o sofisticado e o selvagem

Continente tem criado cada vez mais atrativos para turistas de todo o mundo

Safari no Parque Serenguetti, na TanzâniaA África, continente sofisticado e selvagem, tem destinos turísticos para todos os gostos. O Nova Áfricadesta semana mostra as riquezas naturais dessas terras que, apesar de dificuldades econômicas e políticas, desponta como um interessante roteiro de viagem. Os apresentadoresMárcio Werneck e Dina Adão mostram algumas das atrações.

A viagem começa naTanzânia, onde está um dos maiores e mais famosos parques nacionais do planeta, o Serengeti. Com área equivalente a 14% de todo o território do país, o Serengeti abriga os maiores mamíferos terrestres do planeta.

Lá, é possível realizar safáris onde, em vez de armas, apenas máquinas fotográficas são permitidas. Também se pode conhecer o povo Massai, que há 200 anos vive na região. O líder tribal Sokoine Moir Pojus explica o modo como a cultura Massai interage com a natureza.

O programa mostra também a cratera de Ngorongoro, formada pela explosão de um vulcão há milhões de anos. O local é considerado uma verdadeira arca de Noé pelos especialistas, devido ao impressionante ecossistema existente ali.

Na África do Sul, país que tem se esforçado para explorar o potencial turístico, investe-se cada vez mais em um produto degustado em todos os continentes: o vinho. O produtor Jacques Borman explica como a bebida atrai turistas e leva riqueza para a região. O enólogo Louis Koch mostra as etapas de produção, incluindo uma degustação.

Já na Costa do Marfim, o Nova África mostra como o país luta para fortalecer seu potencial turístico. No balneário de Assenie, o proprietário de um resort explica as mudanças positivas no turismo. Em entrevista especial, o ministro do turismo, Aké Atchimon Charles acrescenta que o país pretende aumentar o turismo internacional e, com isso, melhorar as condições de vida da população.

Conheça também a catedral católica Nossa Senhora da Paz, considerada a maior igreja do mundo. O monumento é um marco da tolerância religiosa em um país habitado por pessoas de diferentes crenças.

 

Fonte Nova África

Youtube

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Artesanato Africanos renda e tradição

Veja como africanos usam a arte para gerar renda e cultivar tradições

Manifestação Gule Wankulu

Manifestação Gule Wankulu, no MalawiO Nova África desta semana desvenda o artesanato africano e mostra peças únicas e ricas em referências étnicas, religiosas e culturais. Veja como os artesãos imprimem em cada material produzido um pouco de suas crenças e tradições, e descubra que por trás de cada símbolo escondem-se séculos de história.

A viagem começa no Gabão, onde são encontradas as máscarasNgil, que fazem parte da tradição de várias etnias africanas nos rituais mágicos e de cura praticados por diversas tribos do continente. Quem fala sobre a importância cultural desta arte e de como ela influencia a sociedade é o artista, pintor e grande conhecedor do assunto, o gabonês Minkoe Mi-Nze.

Além disso, veja como é a produção artesanal das máscaras Fang, e como da madeira bruta o homem extrai belos trabalhos vendidos a preços de ouro para países europeus e americanos.

Já na Suazilândia, acompanhe a visita a uma fábrica que há 30 anos produz velas artesanais inspiradas na fauna africana, e conheça uma fábrica de cristais mundialmente conhecida por suas peças de vidro.

De lá, o Nova África segue para o Malawi, onde a máscara Nyau é de extrema importância para povoChewa. O chefe de tradições Njenwa explica como o ritual Gule Wankulu ajuda as pessoas a se manterem em sua cultura e a respeitar os seus valores. Segundo a tradição, o rito transforma homens em espíritos através das mascaras.

Quem também fala da importância das máscaras Nyau e do Gule Wankulu na cultura Chewa é o ex-vice presidente do Malawi e conselheiro do rei Chewa, Justin Malewezi. Ele conta como suas tradições representam parte de uma África que resiste ao abandono de suas histórias e de suas referências.

Por fim, o programa vai ao Marrocos para conhecer o sapateiro Daudí, que já recebeu diversos prêmios pelo trabalho que realiza com o couro e já viajou meio mundo expondo e vendendo bolsas e sapatos feitos à mão.

 

 

O Nova África desvenda o artesanato africano e mostra peças únicas e ricas em referências étnicas, religiosas e culturais. Veja como os artesãos imprimem em cada material produzido um pouco de suas crenças e tradições, e descubra que portrás de cada símbolo escondem-se séculos de história.
A viagem começa no Gabão, onde são encontradas as máscaras Ngil, que fazem parte da tradição de várias etnias africanas nos rituais mágicos e de cura praticados por diversas tribos do continente. Quem fala sobre a importância cultural desta arte e de como ela influencia a sociedade é o artista, pintor e grande conhecedor do assunto, o gabonês Minkoe Mi-Nze.

Publicado em 10/01/2013