sexta-feira, 12 de julho de 2013

Empregada escravizada nos Estados Unidos


Meshael-Alayban_02c9e
Princesa saudita presa por acusação de tráfico humano.
Meshael Alayban, de 42 anos, uma das seis esposas de um neto do rei Abdallah, da Arábia Saudita, é acusada de ter feito trabalhar uma mãe de família queniana dezesseis horas por dia, sete dias por semana, em troca de um salário mensal de 220 dólares (quase R$ 500,00), no seu palácio saudita e numa residência em Irvine, no condado de Orange, no sudeste de Los Angeles.
Alayban foi detida em Irvine na quarta-feira. Teve de entregar o seu passaporte às autoridades dos EUA e poderá sair da prisão se pagar uma fiança de cinco milhões de dólares e usar em permanência um sistema de geolocalização, não podendo sair do condado sem autorização, informou o procurador de Orange.
A princesa foi acusada de “escravatura de uma mulher queniana nos EUA, forçada a trabalhar como escrava doméstica contra a sua vontade”, especifica-se no comunicado.
A empregada, a quem tinha sido prometido um salário de 1.600 dólares por mês por cinco dias de trabalho semanal, começou a trabalhar em Março no palácio da princesa, “foi acusada de ter retido o passaporte da vítima e de ter impedido de regressar ao Quénia”, segundo o gabinete do procurador.
Em maio, Alayban e a sua família vieram para os EUA com a queixosa, a quem a acusada tinha pedido que mentisse sobre as condições de trabalho durante uma entrevista na embaixada norte-americana para a obtenção do visto.
À sua chegada à Califórnia, a queixosa pode recuperar o seu passaporte para passar o controle da imigração, mas a princesa reteve.
Em Irvine, foi “obrigada a trabalhar para pelo menos oito pessoas nos quatro apartamentos da residência”.
A empregada, cuja identidade não foi revelada, conseguiu escapar na terça-feira e foi recolhida por um motorista de ônibus. Ela tinha consigo um folheto sobre a luta contra a escravatura e os direitos das vítimas, que lhe tinha sido entregue na embaixada norte-americana.
“É uma mulher inteligente. Viu (nos EUA) uma ocasião de recuperar a sua liberdade e soube-a aproveitar”, afirmou o seu advogado, Steve Baric.
Meshael-Alayban
Durante a detenção de Alayban, as autoridades descobriram no apartamento quatro filipinas que também poderiam ser vítimas de escravatura. No caso foi aberto um inquérito. Em caso de condenação, a princesa arrisca uma pena de prisão de até 12 anos.
Fontes Internacional Business Times










Manifestação Palácio Guanabara dia 11 07 - Vídeo

Manifestação Palácio Guanabara 11/07/2013 - 10

Vídeo TiagoLeaoMonteiro· YouTube

PM do Rio atacou grupos em fuga e atingiu hospital

A ação da Polícia Militar no protesto em frente ao Palácio Guanabara, sede do governo do Rio, espalhou manifestantes num raio de um quilômetro do local. Bombas de gás lacrimogêneo foram lançadas contra grupos que fugiam da confusão e um hospital ficou no fogo cruzado.

O conflito começou às 20h05, uma hora e 20 minutos depois de chegar ao palácio em passeata desde o Largo do Machado. A confusão se iniciou após um grupo de manifestantes lançar fogos de artifício contra a sede do governo.

Na primeira dispersão, os grupos se espalharam em direção à praça São Salvador e à praia de Botafogo. As bombas de gás lacrimogêneo empurraram manifestantes até o aterro do Flamengo.

Um grupo derrubou lixeiras e ateou fogo nos detritos na via. Na rua Presidente Carlos de Campos, moradores discutiram com manifestantes em razão das fogueiras que se formavam no local.

Um grupo de cerca de 300 pessoas retornou ao palácio, gritando palavras de ordem contra o governador Sérgio Cabral (PMDB). A fim de dispersar os manifestantes que voltavam, PMs liberaram o trânsito da rua Pinheiro Machado, que fica em frente ao palácio. Eles por vezes bloqueavam a pista, o que gerou as primeiras prisões.

Nos rápidos conflitos em frente ao palácio, manifestantes e jornalistas se abrigaram dentro da Casa de Saúde Pinheiro Machado, que fica em frente à sede do governo. O cheiro de gás invadiu o primeiro andar. “A casa está cheia de pacientes”, disse uma das funcionárias. A unidade tem 22 leitos, alguns de CTI (Centro de Tratamento Intensivo). Uma pessoa deu entrada no local com um ferimento na cabeça.

Às 22h04, um grupo voltou a fechar a rua Pinheiro Machado e se aproximou da linha de PMs que ocupavam o canteiro central da via. Poucos segundos depois, sem qualquer agressão contra a polícia, agentes usaram o caminhão pipa com jatos d’água e bombas de gás lacrimogêneo contra os manifestantes.

Nesta segunda dispersão, policiais encurralaram grupos que fugiam da confusão. A Casa de Saúde Pinheiro Machado voltou a ser usada como abrigo. Ela teve a porta quebrada por tiros de borracha disparados em sua direção.

Um grupo que fugiu pela Pinheiro Machado em direção a Laranjeiras encontrou primeiro um blindado da PM na esquina com a rua Álvaro Chaves. Policiais lançaram mais bombas de gás na passagem, dificultando a fuga para a rua das Laranjeiras.

Logo depois, mais duas viaturas do Batalhão de Choque desciam o viaduto que sai do túnel Santa Bárbara. Mais uma vez, bombas foram lançadas na rota de fuga dos manifestantes. O mesmo ocorreu na praça São Salvador, onde agentes dispararam contra grupos que fugiam do cenário de guerra pela rua Senador Correia.

ANTES DO CONFLITO

A concentração da manifestação começou às 17h30 no Largo do Machado. O grupo chegou a cogitar mudar a rota para o Palácio Laranjeiras –residencial oficial do governador, mas não usada por Cabral– porque havia menos policiais no local. Desistiram quando alguém lembrou que o local fica perto da sede do Bope (Batalhão de Operações Especiais).

O grupo de cerca de 500 pessoas chegou no Palácio Guanabara às 18h45. Ali permaneceu gritando palavras de ordem por mais de uma hora. O número de manifestantes aumentou com a chegada de grupos anarquistas que estavam na manifestação do centro da cidade.

Não havia bandeiras de partidos nem de sindicatos –apenas uma do clube de futebol Bangu. Os manifestantes pediam a renúncia de Cabral.

Cercado por grades, policiais faziam a proteção do palácio. Um oficial pedia uma manifestação pacífica pelo megafone. Ele se dirigiu a um grupo menos exaltado da seguinte forma: “Quem está fazendo uma manifestação pacífica, nós [policiais] vamos apoiar sempre. Nos ajude a identificar baderneiros”. A resposta foi imediata: “O baderneiro está aí dentro. Prende o Cabral!”

No palácio, além de policiais, cinegrafistas do governador filmavam a manifestação.

Manifestantes perseguiram três homens sob a alegação de que eram P-2 (policiais infiltrados à paisana). Uma dupla acusada era, na verdade, segurança de repórter da TV Globo. O terceiro, se refugiu dentro do Palácio Guanabara passando com facilidade pelo cordão de policiais militares.

Fontes: Boainformacao.com.br

Folha.com.br em 12 julho, as 2:45

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Mandela está bem diz Graça Machel

Mandela está bem embora sinta dores, diz mulher do ex-presidente

04/07/2013 - 10h17
A mulher do antigo Presidente sul-africano Nelson Mandela disse, esta quinta-feira, que Madiba está bem, embora "às vezes sinta dores", e agradeceu o apoio e as mensagens recebidas de todo mundo a propósito do estado crítico do marido..
Graça Machel chegando Hospital
Graça Machel à chegada ao hospital onde Mandela está internado – Foto APP
Graça Machel, mulher do ex-presidente da África do Sul e Prêmio Nobel da Paz de 1993, Nelson Mandela, de 94 anos, disse hoje (4) que seu marido “está bem, embora às vezes sinta dores”. Mandela está internado em um hospital de Pretória devido a uma infecção pulmonar. Nos últimos dias, a informação era que Mandela estava em estado crítico e estável.
“Madiba [apelido de Mandela que significa O Conciliador] às vezes sente-se desconfortável, com dor, mas está bem”, disse Graça Machel que, durante cerimônia pública em homenagem a Mandela, destacou “o amor eterno de Madiba pelas crianças”.
“As demonstrações de amor, de caridade, de apoio e de esperança são lembradas nos nossos corações todos os dias”,  acrescentou. Mandela foi o primeiro presidente negro da África do Sul e passou 27 anos na prisão por lutar contra o apartheid (regime de segregação racial no país).
"Obrigado, obrigado, obrigado", agradeceu Graça Machel na apresentação da mais recente série de eventos em memória de Mandela, numa altura em que o seu marido está internado em estado crítico no hospital de Pretória.
A também viúva do antigo Presidente moçambicano Samora Machel destacou "o amor eterno de Madiba pelas crianças" e sugeriu aos sul-africanos que, além de honrar Mandela com presentes deixados à frente do hospital ou na sua casa, devem fazer doações a projetos de caridade patrocinados pelo prêmio Nobel sul-africano.
"As demonstrações de amor, de caridade, de apoio e de esperança são tomadas nos nossos corações todos os dias", acrescentou.
Nelson Mandela foi internado a 8 de junho num hospital de Pretória depois de ter contraído uma infeção pulmonar, tendo o seu estado de saúde piorado no dia 23 de junho.
Fontes:
Jornal de Noticías – Portugal
Agência pública de notícias de Portugal, Lusa
Agência Brasil: Graça Adjuto
Renata Giraldi









África emergente

“Eu vi a África além dos preconceitos”
A África continua a ser apresentada como o continente da violência e da miséria. A realidade é que ambas as avaliações são corretas, mas enganadoras.
Um economista brasileiro relata reunião em que continente articulou ampliação das mudanças que vive – ainda que Ocidente não enxergue… Por Ladislau Dowbor

Luanda Angola

Garota em Luanda, capital de Angola.
Sinal de mudanças: desde 2006, país atrai dezenas de milhares de portugueses, que fogem da crise europeia e buscam  trabalho
A África continua a ser apresentada como o continente da violência e da miséria. A realidade é que ambas as avaliações são corretas, mas enganadoras. Primeiro, porque francamente não é um privilégio africano, as tensões estão se avolumando por toda a parte, e a miséria acumulada em outros continentes é imensa, sem falar da nova miséria nos Estados Unidos e na Europa. Segundo, porque ao lado da pesada herança, há um movimento pujante de transformações. Há inclusive, movimento recente, estudos científicos sobre por quê o jornalismo a respeito do continente insiste sempre na visão simplificada de pobreza e desgoverno, como se o prisma impossibilitasse uma compreensão das mudanças.
A revista Economist (2/3/2013) lançou um relatório especial interessante, Emerging Africa, referindo-se não mais a um continente desesperado, mas esperançoso (A Hopeful Continent). A economia está crescendo a um ritmo de quase 6% ao ano, os investimentos diretos externos subiram de 15 bilhões de dólares em 2002 para 46 bilhões em 2012. O comércio com a China saltou de 11 bilhões para 166 bilhões de dólares em uma década. Com a crise financeira mundial, muitos capitais estão fugindo da especulação ou do baixíssimo rendimento dos títulos públicos, e buscando novas oportunidades. Um continente que cresce rapidamente e pode rentabilizar investimentos atrai mais do que o marasmo dos países ricos.
Em termos institucionais, praticamente todos os países da região estão dotados de mecanismos democráticos, frágeis como em toda parte, mas progredindo. A base de impostos é ainda muito pequena, mas aumentando, o que permite a expansão de serviços públicos. A corrupção nos grandes contratos continua forte, mas estamos aprendendo a ver as coisas melhor, com os dados de James Henry, amplamente divulgados peloEconomist (16/2/2013). No mundo, são 20 trilhões de dólares em paraísos fiscais – dinheiro de drogas, evasão fiscal, tráfego de armas, corrupção – cerca de um terço do PIB mundial. As três principais praças de dinheiro ilegal são Delaware e Miami, nos Estados Unidos, e Londres. Os 28 principais bancos mundiais, os “sistemicamente significativos”, estão respondendo a processos por fraude, lavagem de dinheiro e outros crimes, e são basicamente europeus e norte-americanos. Barclays, HSBC, UBS, Goldman & Sachs… O Brasil, aliás, contribui com 520 bilhões de dólares em dinheiro ilegal no exterior, 25% do PIB brasileiro, coisa que deveria deixar o STF sonhando um pouco mais alto. Não é privilégio da África, e obviamente os montantes não se comparam.
Confirma as novas esperanças a reunião anual conjunta da Comissão Econômica da África e da União Africana, em Abidjan, capital da Costa do Marfim, nos dias 26 e 27 de março de 2013. Presentes 54 países africanos, 40 ministros de economia, 15 presidentes de bancos centrais. Só africanos. Uma reunião sem palestras, apenas intervenções curtas de tomada de posição. Na pauta, uma visão geral que podemos chamar de África para os africanos, Africa First, uma tomada de consciência do valor que representam os seus recursos naturais, que vão do petróleo até as suas imensas reservas em solo e água, e da necessidade de repensar o conjunto dos relacionamentos para dentro e para fora do continente.
A ordem não é mais o “ajuste estrutural”, como foi ditado pelo FMI e países dominantes, e sim a “transformação estrutural.” Numa era de sede planetária por recursos naturais, a África se vê com muita capacidade financeira. Inicialmente utilizados para um consumo de luxo por elites, gradualmente estão sendo deslocados para lançar os fundamentos de uma nova capacidade econômica. Infraestruturas, banda larga generalizada, educação, e produção local. Em particular, está sendo discutida uma industrialização centrada no aproveitamento dos próprios recursos naturais que geraram estas capacidades financeiras. Ligar a agro-exportação ou a extração mineral a exigências de investimentos locais a jusante e a montante, dinamizando fornecedores locais e agregando valor aos produtos transformados.
Criou-se uma articulação entre três instituições de primeira importância, a Comissão Econômica para a África (UNECA), a União Africana (UA) e o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD). Junta-se assim a capacidade de informação e análise, a base política e a capacidade financeira. Ou seja, criou-se, incorporando iniciativas anteriores como a NEPAD, um instrumento de orientação pan-africana das iniciativas de cada país. Isto é vital para um continente onde as infraestruturas e circuitos comerciais nasceram fragmentados e centrífugos, cada país dispondo por exemplo de uma ferrovia ligando a região de exploração de recursos com o porto de exportação, mas com quase nenhuma articulação interna. Isto é familiar para o Brasil, onde praticamente todas as capitais são portuárias, e onde nos falta ainda uma ligação decente transcontinental, no momento em que a bacia econômica do mundo está se deslocando para o Pacífico. Aliás a América Latina também pode ser vista, neste sentido, como um subcontinente oco, com um miolo relativamente vazio.
Foram aprovados nove eixos que deverão orientar o desenvolvimento econômico e social nesta década: apoio técnico à política macro-econômica; integração regional das infraestruturas e trocas comerciais; tecnologias para a apropriação dos recursos naturais africanos de maneira sustentável (African Mining Vision entre outros); aprimoramento e gestão em rede dos sistemas estatísticos para monitorar a formulação de políticas; desenvolvimento das capacidades institucionais; desenvolvimento de subprogramas de promoção e inclusão da mulher nas atividades econômicas e sociais; organização de subprogramas integrados para as cinco regiões que compõem o continente (Central, Norte, Sul, Leste, Oeste); investimento na capacidade de planejamento e administração nos países membros; políticas de desenvolvimento social, com particular atenção para as políticas de emprego e voltadas à juventude.
As propostas culminaram na aprovação oficial na reunião de Abidjan, mas haviam sido amplamente negociadas com todos os países da região. Segundo o documento aprovado, “o consenso nas visões que emergem é que tornou-se imperativo para a África usar o crescimento atual como plataforma para uma ampla transformação estrutural. Para fazê-lo, deverá empoderar-se para contar a sua própria história, e a sua política de desenvolvimento deverá colocar Africa First. Isto também significa uma contínua e estreita colaboração entre as três instituições pan-africanas, ADB, AU e ECA, para assegurar coerência e sinergia na implementação do programa.”
Interessante notar que havia na reunião apenas alguns convidados não africanos, dos quais dois brasileiros: Glauco Arbix, presidente da FINEP, particularmente interessante para as políticas de inovação que os africanos querem dinamizar, e eu que escrevo estas linhas, como convidado especial, pelo interesse dos ministros em ouvirem como o Brasil articula políticas econômicas e sociais. Francamente, como trabalhei sete anos em diversos países da África, tentando ampliar capacidades estatísticas e de planejamento, já tinha visto muitas reuniões “decisivas” e pouco transformadoras. Na minha compreensão e conhecimento, aqui realmente estamos assistindo a algo novo. Sobretudo porque, além de discursos e compromissos, geraram-se instituições de gestão das resoluções, não criando novas burocracias, mas articulando as três instituições que no contexto africano demonstraram a sua capacidade.
Presa na herança estrutural terrível do passado, peão de interesses mundiais contraditórios na guerra fria, manobrada e fragmentada por interesses neocoloniais, apropriada e corrompida por corporações transnacionais, a África não tem caminho fácil nem rápido pela frente. Mas a nova consciência do seu peso, da sua importância e dos seus direitos, no momento em que as economias dominantes estão enredadas com as suas próprias desgraças, abre sim muita esperança. É a ideia de uma África emergente.
12/05/2013


* Ladislau Dowbor é economista e professor titular no Departamento de Pós-Graduação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
Fonte: Outras Palavras –

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Imigrantes do Mercosul

Acordo do Mercosul sobre imigrantes precisa de fiscalização, diz ministra



Brasília – O Acordo sobre Residência para Nacionais dos Estados-Partes do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai, Venezuela e Paraguai, suspenso temporariamente do bloco, mais Bolívia e Chile, como associados) é de 2009 e fixa uma série de medidas de proteção para os imigrantes legais no Brasil. A ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, defende a implementação e a fiscalização de todos os aspectos contidos no texto, que menciona igualdade de direitos civis e de reunião familiar, assim como os benefícios previdenciários.

Oficinas Bolivianas

“Avançamos tanto na fiscalização do trabalho escravo no Brasil e agora temos de continuar os nossos esforços, só que por novos caminhos”, disse a ministra em entrevista à Agência Brasil.
Dados de autoridades brasileiras referentes a 2010 indicam que, só no Brasil, os bolivianos são cerca de 250 mil, sendo que 200 mil moram em São Paulo e aproximadamente 30 mil são explorados por compatriotas. Há, ainda, os que vivem em Santa Catarina, Mato Grosso e no Rio de Janeiro. Mas a preocupação das autoridades se concentra nos que são vítimas de trabalho análogo à escravidão.
A família de Brayan Yanarico Capcha, de 5 anos, retrata a situação da maioria dos bolivianos que buscam oportunidades no Brasil e que trabalham até 17 horas em fábricas de confecção em São Paulo, segundo relatos. Muitos são atraídos por bolivianos que vivem no Brasil há mais tempo e que prometem uma série de benefícios, como salários elevados, amparo previdenciário e assistência de saúde.
Esses bolivianos recebem por produção e um valor abaixo do salário mínimo. Moram em condições precárias e têm dificuldades com a língua portuguesa. Eles evitam denunciar as irregularidades com medo das ameaças dos compatriotas.
No caso da família e de amigos de Brayan Capcha, os criminosos conseguiram fugir com R$ 4,5 mil das vítimas. Armados com revólveres e facas, os bandidos invadiram o sobrado onde os pais do menino e amigos moram e trabalham. No local vivem mais famílias. Cinco assaltantes usavam máscaras para não serem identificados.
Edição: Juliana Andrade
01/07/2013
Renata Giraldi
Fonte: Agência Brasil








Zoo humano com atores em vitrinas

Inspirado em exposições humanas que aconteciam na Europa no final do século 19, quando negros, índios e outras minorias eram exibidos como animais em um jardim zoológico.
A diretora alemã Karin Beier e em cartaz em São Paulo no Sesc Pompéia, toma como base colônias de descendentes de alemães no Brasil para forçar o debate sobre tradições, segregação e integração social.
Peça Teatral

CULTURA
Peça teatral questiona preservação de tradições por colônias alemãs
"BRASILIEN.13 caixas", da diretora alemã Karin Beier e em cartaz em São Paulo no Sesc Pompéia, toma como base colônias de descendentes de alemães no Brasil para forçar o debate sobre tradições, segregação e integração social.
Foi lendo sobre a história de Hamburgo, onde dirige a companhia de teatro Deutsches Schauspielhaus Hamburg, que a diretora Karin Beier entrou em contato pela primeira vez com a questão da imigração alemã no Brasil. Na Alemanha, integração de estrangeiros é ponto constante de debate – e analisar o comportamento dos imigrantes alemães no exterior é uma forma de jogar luz sobre o tema.
Beier foi então a Joinville, onde entrevistou diversos descendentes de alemães. Nas entrevistas, as pessoas contaram a história de suas vidas e de seus antepassados. O material serviu de base para o projeto teatral BRASILIEN.13 caixas, em cartaz em São Paulo e que aborda – sempre levantando questionamentos – temas como integração e segregação.
"Queria ver como os alemães se envolveram em outras sociedades", disse Beier à DW Brasil. "O que mais me impressionou é como [parte dessa] comunidade é fechada, mas de uma maneira negativa. Eles estão na sexta geração e não se misturam. Eles mantêm a cultura e a tradição alemã de uma maneira muito limitada. Esse é exatamente o comportamento oposto que nós, alemães, esperamos das pessoas que deixaram a Alemanha."
clip_image004
Elenco de "BRASILIEN.13 caixas" conta com atores brasileiros e alemães
Em meados do século 19, um grupo privado chamado Hamburger Kolonisations-Verein (associação de colonização de Hamburgo) tinha como objetivo ampliar seus negócios levando migrantes ao Brasil em navios que viajavam vazios em busca de matérias-primas.
O movimento migratório deu origem à colônia alemã Dona Francisca, atual Joinville, em Santa Catarina. Hoje, muitos dos descendentes dos fundadores da colônia ainda vivem na região e tentam manter vivas as tradições e crenças de seus antepassados – de forma questionável, na opinião da diretora.
"Chega um ponto em que temos que questionar o conceito de identidade nacional", diz Beier. "O que é interessante é que, em pequenos comentários, e não nas histórias em si, você percebe nuances de arrogância no comportamento dessas pessoas, quase como um sentimento de superioridade."
O espetáculo é construído como uma crítica à preservação – mesmo depois de seis gerações – de tradições que não pertencem mais aos dias de hoje. "Acredito que manter tradições de maneira tão forte em um país estrangeiro é uma atitude tipicamente alemã", opina.
clip_image006
No placo, atores se apresentam como peças de museu
"Conversei com muitos idosos em Joinville e tive a impressão de que eles eram como peças de museu e não pessoas que vivem hoje, no mundo real. Eles conservam algo que não pertence aos dias de hoje. Assim nasceu a ideia de criar uma 'exposição humana' no palco. Essas pessoas não estão apenas em uma vitrine, mas intocáveis em uma espécie de cápsula", explica.
O palco como museu
O espetáculo é dividido em duas partes. A primeira funciona como um museu. A diretora buscou inspiração nas exposições humanas que aconteciam na Europa no final do século 19, quando negros, índios e outras minorias eram exibidos como animais em um jardim zoológico.
O público pode andar entre as caixas e observar os atores. Eles recebem um fone de ouvido e podem escolher o número da caixa que querem ouvir. Os textos foram construídos com fragmentos das entrevistas feitas em Joinville.
"Em um primeiro momento, os atores estão apenas sentados, depois começam a bater no vidro para chamar a atenção dos espectadores. O público decide se quer ouvir diversas histórias de uma mesma pessoa ou passear entre diferentes histórias. Ninguém consegue ouvir tudo, pois as histórias não se repetem", conta.
Em certo momento, os "guardas" do museu pedem que as pessoas tomem seus lugares, dando início à segunda parte do espetáculo. Entre as caixas, uma atriz sobe ao palco e começa o monólogo escrito especialmente para a ocasião pela escritora austríaca Elfriede Jelinek, vencedora do Prêmio Nobel de Literatura de 2004.
A diretora enviou e-mails para a autora sobre as experiências que teve em Joinville e perguntou se ela estaria interessa em escrever um epílogo para o espetáculo.
"A segunda parte é muito importante porque o texto de Jelinek fala sobre a arrogância alemã. Ela está sempre muito interessada em criticar o comportamento alemão. Em alguns pontos, você percebe que o texto foi baseado nesses relatos, mas ela escreve de uma maneira muito livre. O texto é excelente", diz a diretora.
Durante o texto de Jelinek, em um dos momentos finais do espetáculo, crianças de diversas etnias entram no palco. Elas estão curiosas para ver as pessoas dentro das caixas. "Nesse momento, os alemães começam a cobrir os vidros com fotos tipicamente alemãs, fechando-se ainda mais em seu pequeno ninho", completa Beier.
"BRASILIEN.13 caixas" está em cartaz no Sesc Pompeia em São Paulo até 7 de julho. O espetáculo tem previsão de estreia em Hamburgo em janeiro de 2014.
Fontes Diário Digital
DW




























Campanha na África do Sul homenagem a Mandela

África do Sul lança campanha nacional em homenagem a Mandela
No próximo dia 18, data do aniversário do ex-presidente, os sul-africanos devem dedicar "67 minutos de seu tempo" a Nelson Mandela
mandela_bandeira Homenagem
Uma oração ao ex-presidente foi feita em reunião nesta terça-feira no Consgresso Nacional Africano (Foto: AP Photo/Schalk van Zuydam)
Hospitalizado há quase um mês e prestes a completar 95 anos, o ex-presidente da África da Sul e Prêmio Nobel da Paz de 1993,Nelson Mandela, receberá uma série de homenagens no país. O governo lançou uma campanha nacional para que os sul-africanos se inspirem em Mandela e atuem em favor de mudanças positivas. A ideia é que no próximo dia 18, data do aniversário do ex-presidente, os sul-africanos dediquem “67 minutos de seu tempo” a ele, como diz texto da agência pública sul-africana.
Em 2010, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) declarou 18 de julho como Dia Internacional de Nelson Mandela. A data é dedicada aos esforços feitos por ele em defesa dos direitos humanos e da resolução de conflitos e reconciliação. Mandela foi o principal responsável pelo fim do apartheid (regime de segregação racial) no país.
O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, disse que o lema das homenagens é “Aja e inspire a mudança. Faça a cada dia um Dia Mandela”. "Madiba [apelido de Mandela que significa O Conciliador] deixa uma marca indelével na nossa sociedade, tendo supervisionado a transição do apartheid para uma sociedade construída sobre os pilares da democracia e da liberdade”, disse Zuma.
O porta-voz do governo, Phumla Williams, ressaltou que Mandela defendeu, ao longo de sua vida, os compromissos com a Justiça, a igualdade e a África do Sul não racial. "Somos lembrados que temos a responsabilidade de promover a liberdade e defender a nossa democracia para honrar os compromissos dele com esses ideais", disse.
Mandela está internado em Pretória desde o último dia 8, em decorrência de uma infecção pulmonar. Nos últimos dias, o estado de saúde dele se manteve estável e crítico, sem alterações, segundo o governo sul-africano. 
Fonte: AGÊNCIA BRASIL